segunda-feira, abril 28, 2008

sexta-feira, abril 25, 2008

terça-feira, abril 01, 2008

sexta-feira, março 28, 2008

AS FOTOS DO FDS YOGA NA CASA DA EIRA

Que venha o próximo...

depois das lavagens toca a esticar...

a dupla romantica Simão e André...


o pessoal tripa com o Yoga...

de cabeça para baixo é que se tá bem...

Yoga com cinto... bem forte...

dançando...


inspirando e rugindo como um simha...

sábado, março 01, 2008

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

VEGETARIANISMO E O YOGA

Já estava na altura de colocar um texto deste género...

Vegetarianismo e Yoga
Pedro Kupfer

Muita gente se pergunta o porquê da dieta vegetariana que nós yogis praticamos. Às vezes fica difícil discernir os motivos pelos quais o vegetarianismo é adotado sem uma compreensão mais profunda desses motivos. O discernimento e a compreensão são valores fundamentais para exercermos nossa liberdade. O yogi consciente não se torna vegetariano cegamente, porque alguém mandou, ou porque assim se faz há milênios. O yogi consciente adota o vegetarianismo como um corolário do processo de compreensão da realidade da vida e do papel que o homem exerce no planeta.

Este texto tem o propósito de contextualizar a prática do Yoga na cultura hindu, de maneira que a pergunta sobre o porquê do vegetarianismo possa ser devidamente respondida. Ao mesmo tempo, o presente artigo pretende ser uma fonte de reflexão e recursos para aqueles que, havendo incorporado algumas das práticas yogikas em suas vidas, se sintam curiosos ou preparados para darem esse passo em relação à alimentação.

(...)

Se você come carne, você não está unicamente se prejudicando com um alimento de qualidade altamente duvidosa, ou colaborando com a matança de milhões de animais usados como alimento: você está financiando o desmatamento da Amazônia. Assim simples.

(...)

Em sânscrito, vegetarianismo se diz shakaharah. Shakaharah significa literalmente “comedor de vegetais” (shaka = vegetal).

(...)

Um dos grandes perigos que tenho visto em relação a isso no pequeno mundo do Yoga é que algumas pessoas se acham no direito de julgarem os demais em função do que elas comem, como se ser vegetariano fosse garantia e elevação espiritual e não o ser fosse sinal do contrário.

(...)

quinta-feira, janeiro 24, 2008

PASSAGENS ESCOLHIDAS DO LIVRO "O FAQUIR"


"... aquele homem não possuía nada, eu tinha acumulado muito mais do que seria capaz de gastar; aquele homem contava só consigo mesmo, eu tinha estribado a minha vida em todo o tipo de seguros, apólices e reformas; aquele homem não ia a parte nenhuma porque já estava onde queria estar, eu tinha passado a vida a ir mentalmente a todo o lado sem estar em nenhum...

... a vida é uma ilusão, uma farsa - disse o yogi, acentuando pausadamente as palavras. - Sofremos porque nos identificamos e, então, convertemo-nos em personagens hipnotizadas pela farsa, deixando assim de ser as testemunhas imperturbáveis da mesma. Deixa de identificar-te e deixarás de sofrer. Tu fazes parte do espectáculo, mas podes aprender a ser também o espectador sereno...

... segundo os hindus, se procuramos é porque já encontrámos antes...

... a natureza está em constante renovação, mas a memória mantém-nos ancorados; é o nosso cemitério particular...

... mergulha em ti e quando aparecer uma sensação, uma emoção ou um pensamento, olha-o como um processo insubstancial que emerge do teu vazio interior, que passa e se dilui. Testemunha, não reajas, não acumules, não tomes, não recuses. Quando te sentires cansado ou te te venham estados de amargura muito marcados, sente a tua respiração; observa como entra o ar, como sai, mas permanece erguido no teu vazio primordial...

... isso é yoga. Criar os meios para a união com o vazio donde tudo emerge...

... quem bebe na fonte do ser converte-te em Deus, mas quem bebe na fonte do vazio está para além de Deus. Deus é ainda uma limitação...

... Saber soltar. Se não levantas os pés do arame que pisas, se não te soltas, como conseguirás avançar por ele? A vida consiste em agarrar e soltar, apanhar e largar. Temos de aprender a inaugurar cada instante. Nem sequer devemos agarrar-nos ao caminho do meio. Muito menos aos extremos! Chegará um dia em que até o corpo teremos de soltar...

... A maioria das pessoas passa a vida a reagir e isso é feio e estéril. Exigem segurança excessiva; não sabem aceitar a insegurança e temem o desafio da vida. Assim, ficam perros, petrificados, e se o arame que é a vida se move nesse momento, precipitam-se irremediavelmente para o abismo, porque estavam estabelecidos numa precária e falsa segurança...

... Não há meta. A meta é o próprio instante...

... Falta-te coragem para enfrentar o vazio e, como um néscio, queres agarrar-te a ti prórpio. Tu não és nada. No dia em que compreenderes isso, serás a infinitude que sempre foste... Aprende a estender e a soltar. É isso o yoga. A respiração será o teu centro, o teu eixo...

... Não sou religioso, mas ao oferendar submeto o meu ego e faço um acto de humildade. Não há qualidade como a verdadeira humildade...

... Não há nada tão animador e alertador como o fracasso. Graças a ele tornamo-nos humildes..."


O Faquir de Ramiro Calle


sexta-feira, janeiro 11, 2008

NÃO TENHO PRESSA

Não tenho pressa. Pressa de quê?

Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.

Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas,

Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.

Não; não tenho pressa.

Se estendo um braço, chego exactamente onde o meu braço chega

Nem um centímetro mais longe.

Toco só onde toco, não onde penso.

Só me posso sentar onde estou.

E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,

Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra cousa,

E somos vadios do nosso corpo.

Alberto Caeiro

terça-feira, janeiro 01, 2008

quinta-feira, novembro 01, 2007

segunda-feira, agosto 27, 2007

A DANÇA CÓSMICA


Shiva Natarája Nyása


Há muito tempo atrás um ser, impulsionado pela extraordinária energia que possuia, começou a mover todo o seu corpo de forma intuitiva. Ele não queria demonstrar, simplesmente a energia era tanta que não conseguia controlar e tinha que se expressar. Os movimentos surgiam espontaneamente e sem qualquer tipo de esforço, ele era apenas um veiculo de expressão da vida.

Nesse momento o tempo e o espaço desvaneceram-se, quem ele julgava ser dissolveu-se naquela dança frenética e embriagante, todo o cosmos passou a dançar com ele, a dançar nele, a ser dançado, ele não se movia nem dançava, ele era o próprio movimento, ele era a dança.



Não havia barreira nem filtro para analisar aquilo, simplesmente surgia de uma vontade e passava à expressão. Todos os seus corpos vibravam, cada célula, cada unidade de Consciência se manifestava como o Todo. Todas as buscas por encontrar um sentido na vida terminaram dando lugar a um sentimento único de ser, de existir plenamente. Já não precisava de nada pois sentiu que para viver não é preciso nada, pois ele já vive antes de precisar.

As formas deixaram de existir, tudo era o mesmo, tudo o que ele pensava ser distinto dele se fundiu em si mesmo, participando daquela dança celestial. Com um pé na terra firme e o outro no céu móvel, com uma mão sustentando o fogo da vida e a outra marcando o ritmo do universo, ele dança eternamente.

Essa dança continua ainda agora em tudo o que existe, seduzindo-me, arrepiando-me, cativando-me, libertando-me de qualquer programação, desautomatizando-me, levando-me além dos limites por mim construídos.


Agora Eu Sou Shiva, sou eu a dança e não posso mais parar.

terça-feira, julho 10, 2007

RESPONSÁVEL POR SER DIFERENTE

Às vezes a acumulação de insights, ideias, pensamentos, sensações é tanta que tenho que despejar para algum lado... assim surge este texto. Aí vai o que me tem passado pela cabeça ultimamente...

O ser humano tornou-se num ser deveras interessante. Na infância temos tempo e saúde mas não temos dinheiro então aparentemente ficamos privados de algumas coisas; na fase adulta temos dinheiro, alguma saúde mas não há tempo ( é muito comum as pessoas dizerem que não têm tempo. Não têm tempo? Mas se o tempo é uma ideia criada por nós e "absolutamente relativa"...); quando somos idosos aí temos o dinheiro que guardamos, muito tempo mas não há saúde para desfrutar... isto só dá mesmo para rir... passamos metade da vida gastando saúde para ganhar dinheiro e a outra metade gastando o dinheiro para ganhar saúde...

E assim vivemos... saímos do campo e construímos cidades. Saímos de um sistema de auto-suficiência onde cultivávamos o nosso alimento, construíamos a nossa casa, deslocávamo-nos pelo nosso pé... para um sitio onde estamos dependentes de um liquido negro, onde nos julgamos citadinos e independentes e cosmopolitas mas estamos completamente dependentes do campo, da terra, da natureza.

Criámos necessidades e temos que satisfazê-las, cada vez necessitamos de mais coisas e não nos damos conta disso, cada vez mais dependentes, cada vez mais separados... Nascemos de graça e passamos a vida a pagá-la... que estranho. Temos que trabalhar para pagar um bocado de tijolo, uma caixa em cima de outra caixa, ao lado de outra caixa, debaixo de outra caixa... uma caixa com divisões e com mais caixas lá dentro (plasmas e tecnologias afins...). Trabalhamos também para pagar a comida que nasce de graça da terra, era só estender a mão... trabalhamos para pagar meios de nos deslocarmos pois queremos fazer muita coisa em muito sitio... trabalhamos, claro, para proporcionar-nos momentos de descontracção e bem-estar que perdemos por dependermos e trabalharmos... eheheheh

Estamos no meio de uma bola de neve que aparentemente não tem fim, ninguém encontra uma saída... vemo-nos no meio disto e não sabemos como sair... e que tal ir ao inicio ou pelo menos ao que nos lembramos? Porque sofremos? Porquê esta insatisfação constante?

Sinto que tem a ver com a diferença... desde pequenos que fomos ensinados a estabelecer diferenças... conversas do tipo: Isto é preto aquilo é branco, olha um homem e uma mulher, isto é bom, aquilo é mau, isto é uma árvore, aquilo um carro, e mais e mais e mais. Demos nomes às formas, distinguimos tudo, tudo tem marca, tudo catalogado, tudo diferente... e cada vez nos especializamos mais, mais diferença e mais e mais... categorias para tudo, estágios, níveis, diferentes corpos, diferentes métodos, religiões, filosofias.... que confusão nos metemos... e depois elegemos um bando de pessoas cheias de contradições para nos governar... pois nós já não sabemos o que fazer...

Agora temos que saber ler e escrever, quem não o sabe é algum ET... mas precisamos de ler porque foi criada essa necessidade... apeteceu-nos escrever e agora temos que ler as idiotices que escrevemos (as minhas por exemplo). Criámos a linguagem para nos entendermos... hoje existem centenas de línguas e dialectos... entendemo-nos cada vez menos... as palavras moldam os nossos pensamentos... pensamos com palavras... mas as palavras são duais, reforçam a diferença mais uma vez... conversa é de DOIS não de UM. Cada palavra contém o seu contrário e está sujeita a inúmeras interpretações... não nos entendemos porque falamos demais... queremos tudo mas não temos nada... continuamos vazios... queremos encher esse vazio mas o que fazemos é atafulhar-nos em ideias, em pensamentos, em buscas, em julgamentos...

Não fluímos, estamos presos a essas ideias, cristalizados... se alguém nos toca, nos surpreende, nós assustamo-nos e rapidamente queremos voltar ao nosso canto... não nos deixamos levar pela vida... queremos controlá-la, ser responsável... mas responsável do quê? Uma pergunta: És responsável pelo teu coração bater? Eu não! Se nem isso controlo quero controlar o quê? Ser responsavel do quê? De uma caixa? De um filho supostamente meu (que egoísmo) de dinheiro... Toda a gente quer que eu seja responsável... mas do quê? Queremos muletas para tudo... vai à tua vida! E depois queremos ajudar os outros... ok pausa aqui...

Entra o Yoga... yoga=união... espero que sim. A ideia é perceber que somos 1 Ser, com infinitas possibilidades, mas um único Ser. Então que outros há para ajudar? E mais, se o ser é tudo precisa de ser ajudado em quê? Não será o ajudar o acto egoísta? Não vemos todos o mundo com os nossos sentidos? Não é o mundo um produto da minha mente? Não estamos sempre connosco em todas as situações? A maior ajuda é ser livre, ser independente... ser independente e fluir... entregar-me à vida pois sei que só há 1 ser e nada pode correr mal...

Deixemo-nos de conversa de 2, aliás deixemo-nos de conversa... é tudo ideias... a morte, o nascimento... ideias... a vida é ausência de morte, a morte ausência de vida... ideias...

Inspira... expira... inspira... expira... abandona, descontrói, tem a coragem de te entregar à vida pois a vida és tu mesmo... deixar de andar em círculos... tu és o centro...

E assim reduzo os meus discursos... as minhas falas... e encontro no silêncio o 1, o Ser, eu próprio, sem diferenças, sem graus, compreendendo que nada há para alcançar, que não preciso de me esforçar para nada, que não preciso de ser responsável pois nada há para ser responsável...

expiro... solto... abandono-me... esvazio-me...deixo-me ir.... fluo.... sou...

domingo, julho 01, 2007

sexta-feira, junho 01, 2007